Diego, O Charmoso 

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Antes de mais que fique aqui esclarecido que, apesar de o aspecto o contradizer, o Diego é uma pessoa. Gato é a Penélope que um dia chegou cá a casa, para grande surpresa e indignação do Diego que ainda hoje não percebe porque é que a nossa família precisa de um animal de estimação. Aceita, mas é uma coisa que ainda lhe faz espécie!

Ainda assim, O Diego encarregou-se da educação da Penny, ensinando-lhe, entre outras coisas, a importância da higiene. É que o Diego é muito cuidadoso com o seu aspecto e vários banhos diários fazem parte da rotina dele.

O Diego não é um gato porque, como se sabe, os gatos são distantes. O Diego não. Ele gosta de ser abraçado, agarrado e adora que lhe dêem colo. O Diego não entende essa coisa da distância. Quanto mais em cima de nós estiver, melhor para ele. Seja na cama (o Diego não dorme aos nossos pés…dorme ao nosso lado), à mesa ou à secretária. E sabe ver as horas (coisa que os gatos, como toda a gente sabe, não sabem). Se assim não fosse, como é que, todos os dias, às cinco da tarde em ponto, ele reclamava a sua lata de comida num discurso firme e articulado?

O Diego não é um gato, mas com aquele lindo pêlo preto e aqueles cativantes olhos verdes, bem que podia ser.

Diego, não queres ser o meu gato? Pensa lá bem nisso.

14 Comments

  1. O Sr. Geronimo e o D. Xavier também sabem ver as horas ! E não falham, sempre pontuais !
    parabéns Vanda pela tua escrita !

  2. Paulo Oliveira

    O gato perfeito para o Halloween !

  3. Eu tenho um filho wue nasceu de mim e outro que resgatei no dia 3 de Novembro 2012.
    O Simão é o meu segundo filho.
    Não é distante como a maioria dos gatos, faz parte das nossas vidas e faz questão de dormir colado a mim, de costas, tipo conchinha.
    Fico feliz pelo Diego e pela Penelope.
    Não há muitas pessoas que falem assim/sintam o mesmo quando é “supostamente” um ser de 4 patas….
    Parabéns Vanda.

  4. Elizabeth Figueiredo

    Como eu entendo Vanda. O meu Silence é assim. Por volta das 17h pede comida (de lata) como se estivesse a morrer. Se me ausento por muito tempo não mia, ralha e se estou fora muito tempo atira-se para cima de mim e não mia, chora…É igualzinho ao teu, e para mim só foi gato nos primeiros dias , agora é um amigo das boas e das más horas 🙂

  5. Tenho uma assim, uma Branca que anda sempre atrás de nós, que berra quando não nos vê, que nos chama para ir dormir e que dorme em conchinha connosco.

  6. Olá!
    Eu também tenho a sorte de ter um gatazote ( gato+rapazote)… Tem-me ensinado tanto, mas tanto! Atropelado e deixado a morrer bem no meio da estrada, num dia de Reis, há três anos atrás, teve a sorte de eu querer ir a uma Loja dos Chineses, que implicava mudar o trajeto habitual entre a casa dos meus pais e a minhas… E lá o encontrei, morto, pensava eu… A Lara, a minha filha Pastor-Alemão, concordou em ficar quieta, enquanto eu voava com aquele pedaço de pêlo gelado e petrificado até à Tia Flávia, a melhor vet do mundo!
    O meu menino teve sentença de morte por duas ou três vezes, mas eu sabia que o ia levar para casa… E levei… Na altura, totalmente paralisado das patinhas de trás, foi bem persistente e eu também e, hoje, é um orgulho! Salta, caminha e corre com um jeitinho peculiar que só ele sabe dar! Dorme comigo, ao meu lado, com a cabeça na minha almofada e, se me vê sentada, não resiste ao colo da mãe dele… Eu sou mãe dele, sim sou porque, naquele domingo, 6 de janeiro, não o dei à luz, mas dei-lhe luz e, desde então, todos os Dias de Reis celebramos o seu aniversário!
    Chama-se Gaspar!

  7. Felizes são todos os Diegos, que têm humanos a falar assim deles! Cá em casa também há uns quantos, 8 para ser mais exacta! Sim também tenho um Catino, que é um cola mesmo cola. Adora um colinho, ou ficar encostado a nós a pedir festas nas orelhas, que se não fizermos, ele nos trinca as mãos. E na cama, dorme no meio da minha mãe e do meu pai, debaixo dos lençóis, com a cabeça na almofada do meu pai. É o meu irmãozito mais novo! A minha sobrinha chama-lhe tio. Também foi resgatado da beira da estrada nacional 117, na zona da antiga Ponte das Enguias, em Alcochete, em Janeiro de 2005. Era muito pequenino, magrinho, morto de fome (deu-me uma dentada na mão quando lhe dei o que tinha no carro, uma amostra de comida de cachorro), e não era preto, não, de tanto ter passado, era vermelho. Apesar dos bons tratos que levou depois, ainda demorou uns meses a recuperar a cor original. Agora é um gato senior, pretinho, e muito melga! Todos os outros também fazem parte da família, e só a minha Sushi, veio por encomenda, os outros foram todos resgatados de uma morte certa como o Catino.

  8. Claudia Gaspar

    Olá querida Vanda! Parabéns pelo blog!! Já sou fã 🙂
    Belo texto sobre o seu Diego! De certeza que ele está todo inchado de orgulho 😀
    Tb eu tenho um Diego. O Diego estava no gatil, no meio de várias dezenas de bichanos…
    Naquele sábado, depois do passeio matinal com alguns dos cães do canil, alguém solicitou ajuda no gatil. Havia areias para mudar, remédios para dar, comida, lavagens e mimos… fui e logo vários gatinhos se aproximaram da rede a pedir festinhas. O Diego aproximou-se de forma diferente, com um olhar diferente de todos os outros e deu-me a sua patinha. Naquele momento senti um aperto no coração… entrei no gatil, vários bichanos subiram por mim acima mas o Diego simplesmente aninhou-se no meu colo, encostou a cabeça ao meu peito e olhou-me com aquele olhar… nesse momento tive a certeza que estavamos destinados um ao outro! 🙂
    Na semana seguinte fui buscá-lo. Perguntaram-me: “tem a certeza que é este? Há aqui tantos gatos pardos!…” Aquele olhar era inconfundível (e ainda por cima, é ligeiramente estrábico)! 🙂
    Tinha 4 meses na altura e já está cmg há quase 2 anos. É o meu companheiro de todas as horas e tenho a certeza que não só eu o salvei como, de certa forma, ele também me salvou!

  9. E é isto… quem fala com o coração diz coisas lindas!
    Partilho de tudo isso!
    Tenho duas gatas, cada uma na sua personalidade (curiosidade, uma delas também é toda preta) que não se comportam como os gatos normais.
    São extremamente dadas ao mimo, aos afetos e à nossa companhia. Onde nós estamos, elas estão!

  10. Carla Santos

    Acabei de chegar, não conhecia o blog e fiquei logo agarrada.
    Tanta coisa em comum, fui mãe aos vinte, tenho um cantinho de fins de semana na zona oeste, adoro viajar, inclusive tenho um lema “não são as pessoas que fazem as viagens, mas as viagens que fazem as pessoas”, adoro receber amigos cá por casa e por fim, há um ano entrou um Mel na minha vida, um gato, que é mais um elemento da família, o mais mimado, que pede abraços, festas e atenção.
    Até amanhã Vanda, às 7:00 no sitio do costume (M80).

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