Kalimera!

Uma coisa é certa. Acordar, tomar o pequeno almoço, ir para a piscina, almoçar, ir para a
praia e jantar – e repetir tudo isto durante uma semana – é uma bela vida quando se está de férias. É, sim senhor. Mas não para mim.

Ou me põem numa ilha deserta onde, de facto, não há mais nada para fazer, mais nenhum local para conhecer, ou não me apanham neste maravilhoso – acredito que o seja, para muita gente – não fazer absolutamente nada.

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O que se passa comigo não é nada assim tão estranho. Que eu saiba não é uma doença, embora possamos chamar-lhe, à boa maneira portuguesa, bicho carpinteiro. O que se passa é que eu sou mais viajante do que turista e é por isso que não consigo conceber a ideia de passar uma semana num único sitio sem conhecer o que me rodeia.

Daí ter ficado contente quando percebi que ia precisar de alugar um carro durante a minha estadia. Tendo sido esta a primeira vez que viajei no famoso regime de tudo incluído e não percebendo ainda muito bem como é que a coisa funcionava, escolhi um hotel que não fazia parte do pacote da agência de viagens. Não houve qualquer problema com a reserva mas, visto tratar-se de um alojamento que ficava longe do aeroporto, a despesa com o transfer justificava o aluguer de um carro.

Confesso que ainda pensei, tendo em conta que precisava mesmo de descansar, que o carro podia muito bem ficar parado à porta do hotel desde o dia da chegada ao dia da partida. Mas foi um pensamento rapidamente substituído pelo entusiasmo de ter à mão um meio de transporte que me permitisse explorar. Neste caso concreto, explorar…CRETA.

E a maior ilha da Grécia merece ser explorada. Creta foi a casa dos Minoas, a primeira civilização na Europa e vale a pena visitar o que dela é ainda visível na antiga cidade de Knossos, perto de Heraklion.

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A praia de Kiani Akti fica mesmo à saída da vila de Kalyves, na província de Chania. Encantadoramente rústicas – um paraíso para quem tem crianças – as praias de Kiani Akti e Kalyves têm rochas que formam pequenas “piscinas” no mar, acolhedores restaurantes de comida tradicional grega a dois passos, e árvores em cuja sombra se estendem toalhas.

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Daqui a Chania demora-se cerca de 20 minutos de carro. Em chegando, é estacionar perto do Porto e seguir na direcção do farol que já se avista. O farol no porto de Chania,  o mais antigo farol do mundo, foi construído por volta de 1595 por venezianos.

04.09-023

A zona antiga do Porto tem simpáticos cafés e restaurantes e nela desembocam ruas e vielas onde vale a pena perdermo-nos.

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À volta da cidade e um pouco por toda a ilha, os campos de oliveiras a perder de vista e as vistas de cortar a respiração.

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A lagoa de Balos e, mais abaixo, a lindíssima praia de Elafonisi de areia cor de rosa e água de um azul/verde (?) como eu nunca tinha visto. Considerada uma das praias mais bonitas do mundo, vale a pena fazer a viagem de quase 100 kilometros (distância desde Chania) para a conhecer.

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