Sem Glúten


Culinary-Tides-Not-only-have-we-already-hit-the-ceiling-the-gluten-free-bubble-is-already-bursting

Há pouco mais de um ano, uma clínica de estética desafiou-me para experimentar uns tratamentos para perder peso. Na altura, eram 2 ou 3 kg a mais que andavam a chatear-me e lá aceitei o desafio.

Sabia que iria ter uma consulta com uma nutricionista mas não era suposto fazer um teste de intolerância alimentar, visto não ter grandes queixas, por exemplo, ao nível digestivo. No entanto, acabei por fazê-lo, porque fiquei muito interessada depois de ler sobre os vários sintomas que podem estar directamente relacionados com a intolerância a certos alimentos. Quando o resultado do teste chegou, nem queria acreditar. Sou intolerante a tantos alimentos que achei que ia passar o resto da vida a comer alface. Felizmente, a minha existência não ficou assim tão deprimente no que à alimentação diz respeito, mas já lá vamos. O meu teste revelou intolerância a carne de vaca, de borrego, ao glúten, ao ovo e ao leite e derivados (entre mais algumas coisas).

Irra! Mas o que é que comes, afinal!? perguntam vocês. Muita coisa.

E duas semanas depois do inicio desta aventura, querem saber o que aconteceu? Voltei ao peso que queria ter. Os dois a mais que me chateavam na altura foram-se e, acima de tudo, perdi perímetro abdominal. E percebi que aquela sensação de desconforto na barriga, aquele inchaço a seguir às refeições que me punha a pensar “mas eu nem comi muito, porque é que estou com uma barriga como se estivesse grávida de 4 meses?!” desapareceu.

Já vi muita gente a torcer o nariz a “esta moda dos testes de intolerância alimentar” mas a verdade é que conheço muitas mulheres (e homens!) que se debatem ou com excesso de peso ou com as malfadadas gorduras localizadas e com queixas constantes relacionadas com a digestão e que provavelmente nem imaginam que isso pode estar directamente relacionado com intolerâncias alimentares.

Confesso que de vez em quando dou umas facadinhas na “dieta” mas, por norma, evito comer os alimentos a que sei que o meu corpo não vai reagir bem. Tomemos o exemplo do glúten. Não sendo doente celíaca, sei que se comer alimentos que contenham trigo não vou ficar  muito doente. Mas fico indisposta e inchada. Daí procurar cada vez mais transformar a minha alimentação e as receitas dos livros que tenho cá em casa em “gluten free”. Vou fazendo experiências – umas correm melhor do que outras – e são essas, as que correrem bem,  que prometo ir partilhando por aqui 🙂

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